Newsletter novembro

EU RECLICO, NÓS RECICLAMOS. E TU RECICLAS?


Na última semana foi com muita alegria que a junibee recebeu o selo EURECICLO. Para nós significa uma conquista imensa que reforça nossos votos e compromisso com a sustentabilidade. Mas o que é eureciclo?!

A eureciclo certifica o cumprimento da Lei 12.305/10, que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos. É uma certificação de logística reversa de embalagens pós-consumo, gerando incentivos à cadeia de reciclagem. Isso significa que quem possui o selo dá a destinação ambientalmente correta de ao menos 22% dos resíduos das embalagens de uma empresa.


A eureciclo tem o modelo de compensação ambiental como solução para a logística reversa. A compensação ambiental, neste caso, consiste em destinar de forma ambientalmente correta uma massa de resíduos equivalente à massa das embalagens que uma empresa coloca no mercado. Para isso, homologamos os operadores de coleta e triagem de resíduos recicláveis e, por meio da nossa plataforma tecnológica, checamos a consistência do processo de forma escalável e segura. Do outro lado, as empresas engajadas geram incentivos para o desenvolvimento destes operadores, comprovam seu investimento na cadeia de reciclagem e, por fim, recebem o selo eureciclo para estampar suas embalagens e comunicar seu compromisso aos consumidores.


VOCÊ SABE O QUE É GREENWASHING?

Greenwashing é fruto da publicidade "verde", que basicamente é um processo no qual um produto passa para ser maquiado como sustentável em rótulos e discursos. Sabe aquela pasta de dente que de repente começou a ter uma embalagem com impressão de papel reciclável (apesar de ser feita de papel normal) e uso excessivo de letras e elementos verdes que remetem à natureza, mas que quando você vai ler os ingredientes não passa de uma velha e tradicional pasta? Então, é isso.


O termo pode ser traduzido como "lavagem verde" e infelizmente está cada vez mais comum nas gôndolas dos mercados e farmácias. O consumidor é levado a acreditar através de uma publicidade estratégica que o produto em questão é mais sustentável. Em níveis mais complexos, a empresa pode até mesmo estar ocultando características nocivas de seus produtos ou expondo referências de quantidades que não são verdadeiras. 


Como na maioria dos casos, o antídoto para esse mal é conhecimento. Já dizia a cantora Céu na música Roda que "consciência, melhor arma, mapa pra qualquer lugar". Então não exite em pesquisar, se informar, ler rótulos e cobrar mais transparência das empresas!

 

KIKI, ALESSANDRA & TANTAS OUTRAS

Você já reparou que roupas têm nomes de mulheres? Já se perguntou o porquê disso?

Essas nomeações funcionam um pouco como astrologia, sugerindo um tipo de personalidade para a peça. É mais ou menos o seguinte: se Teresa não é seu nome, talvez seja o nome de sua amiga ou mesmo sua irmã. E isso vai trazer conexão, pois os nomes são uma maneira de transmitir uma personalidade, um arquétipo e também de homenagear alguma história por trás da criação daquela peça.


Segundo o The Atlantic, a tendência de nomear peças de vestimenta ou acessórios com nomes femininos é algo remonta o início dos anos 90. É semelhante a uma tendência de longa data na moda de nomear itens específicos com base nas pessoas que os inspiraram. O suéter "cardigan" recebeu o nome de James Thomas Brudenell, conde de Cardigan, e o casaco Mackintosh em homenagem ao homem que o inventou, por exemplo. Ou a famosa bolsa Birkin, criada em 1984 pela Hermès em homenagem a Jane Birkin.


É fato também que, infelizmente, se tornou também uma estratégia marketeira com a tentativa de trazer proximidade com peças produzidas em larga escala, muitas vezes maquiando procedências duvidosas, envolvendo trabalho mal remunerado e insustentabilidade. 


Longe desses objetivos – afinal temos muita alegria de ter um processo consciente e sustentável de produção – no último mês fizemos uma campanha para nomear uma de nossas loungewears de algodão orgânico com o nome de uma mulher forte, inspiradora e criativa! A dona da história escolhida foi a Kiki, que contou pra gente a trajetória inspiradora de sua mãe Alessandra, que venceu uma doença apesar de todos os prognósticos. Clica aqui para conhecer a nossa loungewear Kiki!

 

FALANDO EM LOUNGEWEAR


Nós lançamos bem recente um mimo em forma de roupa: mini loungewear para crianças! É isso mesmo, loungewear infantil para os nossos mini humanos preferidos ficarem lindos e confortáveis com nossas peças descomplicadas, unissex e 100% de algodão orgânico. O algodão orgânico é produzido com métodos e materiais de menos impacto ao meio ambiente, através de sistemas que mantém o solo fértil e diverso, sem uso de pesticidas e sem desperdício de água. Inclusive muitos cultivos utilizam apenas a água da própria chuva. Isso significa uma roupa sustentável, livre de alergias, sem etiquetas incomodando, durável e atemporal – dessas que podem ser passadas pelas gerações e por todos os gêneros. Fica a dica: é um presentinho mais que perfeito para o natal. Espia só aqui!


REVOLUÇÃO DAS PLANTAS
E para terminar esta newsletter com muito astral, trazemos para vocês uma leitura muito incrível que fizemos do livro Revolução das Plantas, de Stefano Mancuso. Sabe essas leituras que inauguram algo tão novo que é como se sua vida se dividisse em antes e depois? Pois é! 

 

Stefano Mancuso é um neuro-botânico italiano que defende que devemos olhar para as plantas como um modelo eficaz para o desenvolvimento de tecnologias no futuro. Ao contrário dos animais, as plantas não são divididas em diversos órgãos. No reino animal, em sua maioria, os seres possuem coração, pulmão, cérebro, etc, divididos em partes e cada parte é especializada em uma função. Plantas não têm cabeça, não têm funções divididas, antes o avesso: todas as partes possuem tecnologia de memória, metabolismo, oxigenação, etc. É por isso que se você, via de regra, corta um animal ao meio ele morre, mas a planta, ao contrário, se reproduz através de brotamento.

Até aí, tudo muito familiar. Mas a reflexão que Mancuso propõe é que os modelos de organizações disponíveis no mundo são inspirados no funcionamento dos animais, ou seja, divididos em áreas de expertise. Uma instituição, por exemplo, possui o que poderíamos chamar de coração, de cabeça, de sistema nervoso. A parte que nutre o propósito, a parte que pensa estratégias e a parte que pensa logística, por exemplo. E como poderia ser uma sociedade que se baseia na inteligência plural de plantas? Estamos aqui sonhando e imaginando essa possibilidade, com a certeza de que esta leitura nos inspirou para expandir nossas possibilidades de viver. Saiba mais neste link.

"Graças a essas diferenças, delegamos às plantas um papel paralelo na hierarquia da vida. As plantas não possuem cérebro ou músculos. Não possuem sequer estruturas comparáveis à cabeça ou às mãos. Elas são outra coisa – simples assim. Por sermos incapazes de estabelecer uma relação anatômica entre os corpos das plantas e os nossos corpos, nos tornamos incapazes de pressupor que elas tenham capacidades parecidas com as nossas. Que elas possam manifestar formas particulares de memória, por exemplo."