OUTONO 2021

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OUTONO, ANO NOVO ASTRAL E ANIVERSÁRIO DAQUILO QUE NINGUÉM QUERIA ANIVERSARIAR: A PANDEMIA.

O equinócio de outono chegou e com ele a gente abre o maleiro em busca daquele pijama de manga comprida e em busca de um cobertor mais quentinho. Os dias começam a soprar um vento mais frio e já não é necessário dormir de janelas abertas.

A gente também muda com os ciclos e o outono convida a gente para buscar um local seguro para nos proteger dos ventos fortes e da gravidade que parece querer tirar, uma à uma, as folhas das árvores.

É tempo de buscar o calor e afeto de um abraço.
É tempo de gentileza.

QUE TAL OLHAR PARA DENTRO E REFLETIR?

O ano novo astrológico começou neste final de semana, no dia 20 de março, e está trazendo consigo a energia de Vênus, planeta que rege touro e libra. Por isso, é muito evidente que a diplomacia e a estabilidade desses signos sejam evidenciadas nas pessoas.

A última vez que o sol entrou em áries, em 2020, foi um verdadeiro turning point de nossas histórias com a pandemia de covid-19. E agora, um ano depois, quem sabe um novo turning point poderá acontecer?

Clique aqui e leia a matéria completa da Hysteria, na qual Isabella Heine conta as tendências astrais para esse novo ciclo.

E SE FOR MAIS QUE UMA PANDEMIA?

Um artigo publicado pelo The Lancet, uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo, pôs um novo termo no debate sobre o novo coronavírus. O texto defende que o mundo não enfrenta uma pandemia, mas uma "sindemia".

Mas o que seria uma sindemia? O termo caracteriza a interação mutuamente agravante entre problemas de saúde e seus contextos sociais e econômicos.

O conceito foi cunhado por Merril Singer a partir de estudo sobre o entrelaçamento entre a síndrome da imunodeficiência adquirida e a violência em cidades estadunidenses. No artigo da The Lancet, assinado pelo editor-chefe da revista Richard Horton, a argumentação é de que a covid-19 não é uma peste como outra já vista no passado e que, por isso, merece abordagem diferente. Em síntese, a ideia é de que o vírus não atua sozinho, mas compactuando com outras doenças e desigualdades.

"A covid-19 não é uma pandemia. É uma sindemia. A natureza sindêmica da ameaça que enfrentamos significa ser necessária uma abordagem mais diversificada se quisermos proteger a saúde de nossas comunidades", escreve Horton.

PARA ROMPER A NOSSA SOLIDÃO (E VICE-VERSA)

Desde que a pandemia (ou sindemia) começou, os abrigos de cães e gatos foram procurados por pessoas que queriam um animalzinho para fazer companhia nos intermináveis dias em lockdown.

São amplamente conhecidos os benefícios à saúde por ter um animal de estimação, que vão desde a redução da pressão arterial até menores níveis de estresse. Mas ser tutor de um bichinho é, antes de qualquer coisa, uma responsabilidade. E a troca de afeto é uma via de mão dupla: então da mesma maneira que nos nutrimos com o amor que eles emanam por nós, eles também se intoxicam com o stress que estamos possivelmente sentindo.

Segundo a National Geografic, infelizmente as restrições da pandemia de covid-19 têm gerado preocupações aos donos de animais de estimação com relação ao seu bem-estar. Além disso, alguns animais estão manifestando sinais de estresse, como aumento de latidos, medo de ruídos altos ou repentinos e ansiedade ao ficarem sozinhos em casa. Então é importante que tutores se atentem a isso para uma convivência ainda mais saudável.

No entanto, ainda que não se saiba bem o impacto dos longos confinamentos entre tutores e bichinhos, o saldo certamente é positivo. É de emocionar o amor incondicional que eles sentem por nós (e nós por eles). Então se você sonha com um gatinho ou caozinho para chamar de seu, se jogue nesse sonho.

UMA MUDANÇA POSSÍVEL!

O momento que estamos vivendo é sem precedentes. Um ano depois parece que estamos vivendo um looping desse pesadelo que impacta todos e deixa muitas sequelas.

Quem nunca se perguntou o que o mundo pode estar querendo dizer? Ou se perguntou se sentir esperança ainda é plausível ou se é só mais uma palavra que deveria ser jogada fora do nosso vocabulário de tão esvaziada de sentido?

A filósofa italiana Silva Federici, autora do imperdível Calibã e a Bruxa, deu uma entrevista inspiradora para a revista Cláudia e para o Hysteria afirmando que não há melhor momento para sonhar um mundo melhor e mais justo do que este que estamos vivendo.

"Como vamos mudar tudo? Não existe trabalho melhor na vida do que descobrir isso. Não tem uma razão melhor para viver do que descobrir como construir um mundo que não permite injustiças sociais. Isso é o que traz significado para nossas vidas, nós temos que fazer isso porque não tem nada melhor a se fazer" .

UM POUCO DE LEVEZA (E ARTE)

Qual é o ouro do futuro? Saber o que fazer com tanto lixo! Quem souber empreender com o lixo vai ter matéria-prima de sobra, afinal o cálculo é inimaginável: produzimos cerca de 4 bilhões de toneladas de lixo urbano por ano.

Felizmente a arte – essa linguagem que pode (quase) tudo – tem mentes brilhantes que conseguem ressignificar objetos descartados e produzir sentido e sensibilidade. Como é o caso do artista Berlin-based Nils Völker, que utiliza peças e utensílios sem utilidade em sua obra.

Para a construção da obra The Breathing Wall, Nils encontrou um site que vendia peças eletrônicas baratas que as grandes empresas de tecnologia não precisavam mais. Ele comprou muitos ventiladores de computador, sem realmente saber para que iria usá-los. Até que começou a ligá-los e colocar sacolas plásticas na frente deles, que tremulavam como se estivessem balançando ao vento, tal qual pulmões de plástico.

"Algumas pessoas vêem suas enormes esculturas respiráveis ​​como um sinal de poluição de plástico no oceano. A resposta mais comum do público é que as exposições são serenas e meditativas" – afirma a matéria da plataforma WePresent.

UM AMOR EM FORMA DE NEWSLETTER

ESCRITA POR FERNANDA POLSE
EM MARÇO DE 2021